A evolução da Internet é incrível e surpreendente. Ninguém imaginava que um serviço que seria somente para informações gerais poderia virar um mundo novo, os quais podem visualizar hoje.
A Internet tem suas surpresas e parece que não vai demorar muito para que ganhe novidades. Como já foi anunciada pela maior fabricante de processadores no Intel Research Day de 2009, a empresa está apostando que, num tempo não muito distante, a Internet ganhará proporções ainda maiores, uma interatividade incrível e um visual inovador: em três dimensões. Ainda que pareça ousado o anúncio, a Intel sabe bem do que fala. Eles estão pensando nessa possibilidade, justamente em decorrência da evolução que está ocorrendo com os processadores.
Atualmente, existem poucas alternativas para aumentar a velocidade dos computadores: ou um processador mais rápido ou um número crescente de processadores em paralelo.
Há algum tempo atrás, não se acreditava que seria possível produzir transistores medindo menos que 0.15 mícron, que já são realidade. A Intel surpreendeu ao divulgar planos de se produzir chips com transistores de 0.07 mícron até 2005. Pode ser que ainda consigam produzir transistores de 0.05 ou quem sabe 0.03 mícron, mas seria impossível ir além disso. Pra se ter uma idéia, a 0.07 mícron cada gate, ou seja, cada um dos três filamentos que compõe cada transistor tem o equivalente a apenas 3 átomos de ouro de espessura! Seria realmente um milagre conseguir transistores de 0.03, onde cada filamento teria apenas o equivalente a um único átomo de ouro espessura, o que corresponde a alguns poucos átomos de silício, mas seria fisicamente impossível ir muito atém disso.
De acordo com Carlos E. Morimoto, a tecnologia mais promissora para substituir os transistores ainda são os famosos processadores Quânticos, a idéia é usar átomos para processar dados não é nova, existem pesquisas neste sentido desde o início da década de 80, mas eram apenas teorias vagas, que apenas atualmente começam a tomar forma. Em um processador quântico, temos átomos ao invés de transistores e ao invés de bits temos bits quânticos, ou qubits. A idéia fundamental é que, em um átomo a rotação de cada elétron corresponde a um pequeno movimento magnético, que pode ser controlado caso o átomo seja colocado sobre uma superfície magnética suficientemente sensível. Cada qubit possui três estados diferentes, dois estados são determinados pela rotação dos elétrons (horário ou anti-horário), enquanto o terceiro é uma característica bastante peculiar dentro do mundo quântico, onde os elétrons podem girar simultaneamente nos dois sentidos. Sim, parece estranho, e é por isso que existem tantos cientistas pesquisando isso, mas de qualquer forma, combinado com os dois estados anteriores temos um total de quatro estados possíveis, o que permite que cada qubit processe ou armazene dois bits simultaneamente. Isto permite ampliar exponencialmente a capacidade dos processadores quântico, que podem chegar a um processamento ultra veloz, tendo em vista que uma demonstração, esse chegou ao patamar de 10.000 Ghz.
Alguns protótipos utilizam tecnologia avançada para que os processadores tenham êxito em sua tarefa. Porém, até o presente momento ainda estão inviáveis economicamente, pois além de apresentarem erros de processamentos de alguns algoritmos, necessitam de uma temperatura de 0º. Tendo em vista esses e outros problemas, alguns cientistas estudam novas tecnologias para o futuro dos processadores, como o Nanotubo e o DNA, que não são abordados nesse artigo, mas isso não quer dizer que os processadores quânticos tenham seu fim decretado, pois diante de tantas evoluções, essa poderá ser a melhor solução.



